Por Thiago Ghougassian
Esta semana acontece em São Paulo a Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia e conhecimento digital do mundo. Nos sete dias de evento assuntos como ciência, criatividade, inovação e entretenimento digital ocupam o Centro de Exposições Imigrantes. Em sua quarta edição, a Campus Party espera cerca de 6.500 “campuseiros” para conferir palestras, cursos e novidades da área nas mais de 150 horas de evento. Sim, os visitantes mais dedicados montam suas barracas e ficam no espaço 24 horas por dia.
Uma palestra bastante interessante ocupou o palco Social Media da Campus Party no último dia 20: Redes Sociais vertical. Ministrada por Vilmo Luiz de Freitas, membro da MMA (Mobile Marketing Association), o bate papo traçou uma abordagem diferenciada sobre redes verticais. Mas afinal de contas, o que é rede social vertical? Provavelmente você está em uma e nem sabe disso. O LinkedIn, por exemplo, é considerada uma rede vertical, assim como o Last.FM e o Skoob. Esse tipo de rede mantém a essência da rede social, mas é integrada por um grupo segmentado de usuários que compartilham um mesmo interesse ou preferência. Os sites de encontros também são uma forma de rede vertical, pois integram pessoas que querem encontrar um companheiro (a).
Isso quer dizer que as redes sociais mais usadas como Facebook e Twitter estão com os dias contatos? Não exatamente. Vilmo explica que tanto as “redes horizontais” quanto as verticais evoluem em paralelo. Sua empresa pode muito bem manter uma conta no Twitter e utilizar o LinkedIn para buscar parceiros de negócios. São ferramentas que compartilham a mesma base, mas caminham em direções opostas.
A essência de uma rede social vertical
Não é estranho aparecer, vez ou outra, uma rede social. Em todo o mundo desenvolvedores tentam criar uma plataforma que supere uma já existente, ganhando dessa forma dinheiro, fama e responsabilidades. Para criar uma platforma social o desenvolvedor deve levar em conta muito mais coisas além de códigos e programação. Vilmo Luiz de Freitas afirmou na Campus Party que o sucesso de uma rede social depende basicamente de três pontos: usabilidade, confiança e compromisso. É impossível lançar uma rede social vertical sem ter certeza que ela será útil e de fácil entendimento para os usuários. Além disso é preciso que a rede dê ao internauta confiança, não só com questão ao uso, mas principalmente sobre segurança de dados e funcionamento da plataforma. Por fim (e mais importante) o compromisso. Cumpra tudo que seu serviço propõe, caso contrário virá um outro amanhã e roubará seu lugar. “Não adianta fazer um serviço bacana e bonito, é preciso estar de acordo com o que o usuário quer. Se não buscarmos isso não adianta criar uma rede social vertical. Nossa atenção deve estar para a melhora diária, o aprimoramento da rede e aos comentários, positivos ou negativos que os usuários fazem em outras redes”, complementa Vilmo.

E o que o usuário ganha com tudo isso? Dinâmica, construção e inovação. “Os usuários usam toda a dinâmica de uma rede social vertical. No LinkedIn, por exemplo, ele pode receber indicações e se conectar à antigos colegas de trabalho; no Last.FM ele descobre novos artistas através dos que ele já ouve. Tudo isso é dinâmica e precisa contemplar a expectativa do internauta”, explica Vilmo como a dinâmica é importante para o usuário.
Um problema apontado por Vilmo é com relação ao medo do mercado de inovar. Muitas empresas esperam outras fazerem algo para depois implementar em suas estratégias. É importante dar o ponta pé inicial e lançar uma ideia ou inovação. “Sem essa coragem mercadológica não há competitividade e, consequentemente, não existem boas inovações”, salienta.
Muitas empresas que participam de redes sociais (verticais ou não) se preocupam se aquela plataforma estará em declínio. Como tudo na vida as redes sociais não são eternas, elas têm sua vida útil que pode ser maximizada se os criadores dessa rede tomarem o cuidado de seguir as dicas dadas aqui. Compromisso com o usuário talvez seja a maior das preocupações que o criador deve ter, afinal de contas, o sucesso depende de quem usa.
Outras redes
O LinkedIn talvez seja a rede social vertical mais conhecida. Com finalidades coorporativas, ele permite a criação de um currículo (pessoa física), indicação por antigos chefes, reunião de antigos colegas de trabalho e também é uma importante ferramenta na busca por profissionais.
Porém existem outras redes que cumprem bem o papel de verticalização:
